domingo, 23 de agosto de 2015



















AVON


Bom dia minhas lindas Bloguistas
Este Blog é simplesmente para vos mostrar a importância dos cuidados hoje em dia ´
A beleza vem de dentro para fora e muitas vezes passa-nos despercebido.
Apresento-vos os produtos Avon e a sua importância no dia a dia
Eu utilizo e aprovo :)
Espuma de Banho Avon ´

Qual a diferença entre espuma e Gel de Banho?

A espuma é óptima para banhos de banheira, tem um óptimo aroma, relaxa o corpo.
O Gel deixa o aroma permanente e é ideal para banhos de chuveiro.

A maquilhagem da Avon é leve e discreta
Ideal para todas as ocasiões e profissões.
Dá para meter numa necesser. 




O Batom da Avon é óptimo
Tem cores intensas e hidrata os lábios enquanto usa.
Além do mais tem suaves aromas.
Conquiste com este produto e sinta-se única. 

Sérum de cabelo
Protege e repara o cabelo (as pontas espigadas).
Protege o cabelo das agressões diárias e dá um brilho 

Gama Far Away
Uma maravilhosa gama de produtos fantásticos.
Perfume com um cheiro único.
Desodorizante que protege 12h e um creme hidratante para a o corpo. ´

Máscaras Avon
Só em 5 min.
Protege o cabelo, dá brilho, protege, hidrata.
O cabelo fica mais nutrido e leve.

Desodorizantes que protegem 48h
Agora temos os de desportistas que protegem 72 h
São hidratantes 

champô único para todo o tipo de cabelo
Para um cabelo cheiroso, leve.
Condicionador para um cabelo mais suave e sem riças

Champô com 7 benefícios
Repara os cabelos quebradiços

Creme de limpeza, purificação da pele e hidratação 

Creme para corpo 2x mais de protecção e hidratação

Creme de dia ´
Ideal para reparar a pele, hidrata, protege do sol
Mete a pele mais firme e previne o aparecimento de rugas. 

Creme liquido para mãos com agradáveis aromas 

Gel de duche com incríveis aromas. 

Pó para os pés da Avon.
Tem cheiro a menta.
Para uma higiene cuidada dos pés e para prevenir doenças como pé de atleta, fungos e micose.
Champô para cabelos oleosos
Truque de cabeleireiro:
Sabia que: Se ao secar o cabelo e não secar bem a raiz o cabelo fica oleoso mais depressa?

A Avon ajuda porque:

Para além de fazer produtos de hidratação, aromaterapia e beleza preocupasse com o dia a dia.

A aromaterapia (terapia com aromas e cheiros) relaxa corpo e mente, acaba com anseios e acalma o sistema nervoso.








Confira e deixe seu comentário














quinta-feira, 23 de abril de 2015






Boa tarde, amantes de livros e queridos bloguistas.
Este foi um dos melhores livros que li...
Podem confirmar


Excertos do Livro:

Ou voltas a ser louca ou fico louco.
Foi com estas palavras que te pedi para seres tu. Desesperadamente tu. Já não suportava a demência de seres a pessoa normal que, ao longo dos últimos meses, estavas a ser. Mantinhas a casa sempre arrumada, eras a dona de casa perfeita, a esposa atenciosa e carinhosa (fazíamos amor como os adultos e deixámos de foder que nem loucos) e a loucura maior que fizeste neste período foi a de experimentar, um dia, não colocar açúcar no leite que t...omavas ao pequeno-almoço. Estavas sã demais e isso estava a dar comigo em louco.
 
Conheceram-se num café que não fora feito para as pessoas se conhecerem, num café que fora feito para a solidão ter um espaço. Estavam ambos a poucos anos de acabar, a morte cada vez mais perto. Decidiram, no meio da cama onde os corpos jovens outra vez, amar-se até ao fim e não chorar a morte do outro. Quando morrer quero que vivas para sempre, que encontres mais pessoas para te manteres viva, pediu-lhe ele. Ela acenou com a cabeça, o abraço sem distância, a pele eriçada com...o se não fosse velha. Depois as bocas juntaram-se, os lábios procuraram a eternidade. E encontraram-na.
 
Não gosto de palavras bonitas. Acredito que todos temos um limite de beleza para gastar ao longo da nossa vida. Eu prefiro gastá-lo em actos e não em palavras. Quem fala o bonito depois fica sem saldo para fazer o bonito. Eu prefiro ser o poema, o romance, a literatura. Não quero que sejas a minha musa, mas quero que sejas a minha tusa.
 
Usa desodorizante.
Diz pelo menos os palavrões todos que te apeteçam dizer.
Lava os dentes.
Faz algo que te assuste.
Diz piadas....
Não escolhas o fácil só porque te parece fácil.
Não comas com a boca aberta.
Não faças o difícil só porque te parece difícil.
Ama sem olhar a quem.
Come chocolates.
Ama só quando te sentes alguém.
Beija de língua.
Sonha com algo impossível.
Orgulha-te de cada ruga.
Experimenta novas posições sexuais.
Ri-te de ti.
Sonha com algo possível.
Ri-te dos outros.
Imagina o teu pior inimigo sentado na sanita.
Ri-te de tudo.
Nunca penses que brincas demais.
Chora.
Salta à corda.
Leva quem amas para um motel.
Atira-te ao mar sempre que podes.
Ama o sol.
Abraça.
Ama a chuva.
Perdoa quem amas.
Ama o vento.
Perdoa quem não amas.
Toma banho todos os dias.
Nunca desistas de um orgasmo.
Partilha.
Ajuda.
Olha.
Faz questão de tocar com a pele.
Sorri para quem te quer bem.
Abraça com força.
Sorri para quem te quer mal.
Não tenhas medo de desistir.
Sê único.
Não tenhas medo de não desistir.
Respeita a maioria.
Sê feliz com tudo o que temes.
Caga na maioria.
Dá tudo o que tens a todos os que amas.
Vai ao contrário só porque te apetece.
Usa cremes hidratantes.
Faz o que te der na real gana.
Casa por amor.
Ri para sempre.
Vive por amor.
Arrisca.
Pisa o risco.
Sê pornográfico.
Vicia-te em adrenalina.
Prossegue.
Avança.
Lava periodicamente o sexo.
Faz todas as opções em nome do prazer.
Ama periodicamente com o sexo.
Insiste em estar viver.
Vem-te periodicamente.
Continua esta lista.
Todos os dias.
A toda a hora.
Já.
 
Se não te imaginares a ficar velhinha ao lado de um velhinho que é a pessoa que amas e se isso não for uma imagem que te arrepia de felicidade da ponta dos pés à ponta dos cabelos, desiste de amar, porque, ficas a saber, quando não se percebe que envelhecer é fixe porque te oferece a possibilidade de poderes amar até ao fim dos teus dias a pessoa que amas, então não se calhar não se ama nada.
 
– Queres pecar comigo?
– Todos os dias.
 
Não se sabe onde acaba o mundo mas eu sei que
a vida acaba no fundo dos teus lábios. Tinha as
palavras preparadas para te dizer que havia mais do
que tudo a precisar que fizéssemos aos corpos o que
tudo o resto em nós já fizera. Depois iria dizer-te que ...
desde que te olhara que já sabia a que sabia o teu beijo
e que era tempo de as bocas o saberem também.
 
E lá vem o setôr, tu agarras-te a mim com força e pedes-me ajuda, o «João Maluco» está a rir-se porque já sabe que vamos para a rua, tem razão e lá vamos nós, eu e tu e um processo disciplinar e mesmo assim sou o homem mais feliz do mundo, amo-te tanto e um dia vais saber disso, prometo,
agora dá cá a mão e vamos os dois ao bar do Tó comprar gomas e pensar no que vamos dizer aos nossos pais para explicar que eu te amo.
 
Amei-te muito antes de te amar. Éramos o que
os amantes eram e nem precisávamos de
corpo para isso, porque o que dizíamos nos
satisfazia, e sempre que a vida acontecia era um
ao outro que tínhamos de falar. Se há coisa que ...
temo no mundo é o teu fim. Passo horas a sentir-me
indestrutível, a ter a certeza de que nada me
toca, de que nada me poderá doer o suficiente para
me fazer recuar, e depois vens tu. Tu e a tua imagem
a perder de vista, os teus olhos quando me olhas, a
tua boca quando me falas, e é então que percebo
que sou finito, pobre humano, e desato a chorar à
procura do telefone e de uma palavra tua que
me convença de que ainda existes. É na possibilidade
do teu fim que encontro a humildade.
 


A única coisa que tinham como certa era amarem-se, e pensavam já então que tinham tudo.
E tinham.

Saber que estiveste
é o que me impede
de estar.
A tua voz ao acordar: vem, ama-me. E eu a amar-te ...
sem pensar no tempo, o relógio estendido na
cabeceira da cama, farto de saber que até
ele, o tempo, teria de esperar que estivesses
pronto para me deixares ir. E depois.

Como posso inventar quem te substitua
se ainda aqui estás?
Depois foste e não deixaste nada para trás, e foi essa a
tua maneira de ficares inteiro. E se ainda me consigo levantar
para a vida é porque ainda espero que venhas, de lágrimas
nos olhos, pedir-me desculpa por teres ido, por
teres ousado extirpar-me o que me fazia querer.
A única coisa que quero
e sempre quis
é que me queiras.
No nosso quarto há um museu à tua espera. Os teus
sapatos abandonados no mesmo local onde
os deixaste: todos os dias os limpo religiosamente
como tu todos os dias os limpavas religiosamente. O teu
lado da cama desocupado – e ai de quem ousar entrar
no que te pertence. Nem eu ouso entrar no que te
pertence. Quando voltares vai estar tudo na mesma
para te receber. Será uma maneira diferente de te absolver.
O que me fizeste é imperdoável
mas não vires imediatamente aqui para te perdoar
não tem perdão.
Pode ser tarde – e é. Mas entre esperar toda a vida
que venhas e temer toda a vida que vás
prefiro a segunda alternativa.
Antes a tua mão na mão
do que duas outras mãos
sem amar.
Esperarei por ti por mais que me convença do contrário. E
podem vir os melhores homens do mundo, as mais
perfeitas criaturas do universo, e ainda assim bastará
saber que os teus defeitos querem os meus de novo
para sempre para ser tua para sempre outra vez.
Por favor volta e traz as tuas imperfeições.
É o que basta
para me fazeres feliz.

Fomos quase amantes perfeitos, quase um casal perfeito, quase a felicidade perfeita. Houve dias em que os corpos quiseram, dias em que os corpos forçaram. Foi nesses dias que nos abraçámos, as minhas mãos à volta de ti, as tuas à volta de mim, um abraço inteiro a comprovar que tudo o que nos bastava era coragem. Bastava eu dizer o que nunca parei de te dizer, o que todos os dias ensaiava dizer-te, para que este peso que agora será meu para sempre se diluísse em suor. Perdoas-...me amar-te para sempre em silêncio?
_______________________________________


Metade de mim és tu e a outra metade é pecado.

deixa estar que eu resolvo, filho,
um pai é, na pior das hipóteses, um herói, um super-homem, e eu aqui estou para o que for preciso, já te tenho no colo, estás a chorar mas isso passa, um beijo aqui, um abraço ali, a tua mãe, deixa-me cá abraçá-la um bocado contigo ao colo, daqui a pouco dá-te de mamar e já ficas bem, és tão bonito, sabes?, dizem que tens os meus olhos e eu gosto, claro, mas o que eu quero é que tenhas os teus, que vejas tudo e que vejas só coisas boas, agora tenho de ir embora porque a senhora enfermeira quer levar-te para o berço, isto não se diz mas és de longe o bebé mais bonito de todos, que se lixem as meias palavras, que eu amo o meu filho inteiro,
deixa estar que eu resolvo, filho,
dói muito mas tem de ser, vais adorar aprender a ler, quando souberes escrever prometes que escreves que me adoras?, podes até um dia ser escritor como o teu tio, tens tantas coisas para aprender, fazer contas e saber os nomes dos rios, no meu tempo sabia-se isso tudo, os rios, as estações, as capitais de distrito, agora não sei mas tu vais gostar, vá, vai, não chores tanto que eu não aguento, dói tanto haver coisas boas que doem tão mal, por favor não te agarres assim ao meu pescoço, olha tantos meninos, a professora parece simpática e vai ajudar-te, garanto-te, e agora que olho com atenção vejo que és de longe a criança com o aspecto mais inteligente da turma, sei que isto não se diz mas está dito, que se lixem as meias palavras, que eu amo o meu filho inteiro,
deixa estar que eu resolvo, filho,
claro que assino, gosto da tua mulher, escolheste bem, meu danado, nisso sais ao pai, que a tua mãe ainda é sem dúvidas a mulher mais jeitosa lá do bairro, e tenho a certeza de que vão ser felizes, deve haver algo que me deixe mais feliz do que ver-te feliz mas sinceramente ainda não descobri, confio em absoluto em ti, a senhora do banco é uma velha conhecida, a Dona Emília que trabalhou comigo na empresa de calçado, uma santa, e a casa é uma maravilha, espaço para uma família e daqui a nada quero netos a saltarem por lá, ah pois quero, cá está a assinatura, quarenta anos de poupança não poderiam ter melhor uso do que este, estou tão orgulhoso de mim e de ti, o meu menino grande a começar uma vida, custa perder-te mas no fundo estou a ganhar-te de uma outra forma, és um companheirão, o meu filhão, sei que não devia dizer isto mas olhando para vocês os dois vejo claramente que são o casal com mais pinta que alguma vez pediu empréstimos neste banco, que se lixem as meias palavras, que eu amo o meu filho inteiro,
deixa estar que eu resolvo, filho,
é só uma dorzita, não te preocupes, carcaça velha não parte, o médico disse que passa rápido e que eu estou bem, não precisavas de vir comigo, tens lá a tua vida, não gosto nada de te atrapalhar os planos, vamos mas é falar do Sporting, aquele novo reforço não parece grande espingarda, não achas?, adorava ir contigo ao estádio amanhã mas ainda me custa a andar, nada de mais, não faças esses olhos, nada faz chorar tanto como os olhos de pena de um filho, não me olhes assim, meu amor, dá cá um abraço e conta-me da tua vida, é verdade o que tua mãe me disse, que já és o chefe de turno da tua fábrica?, eu sempre soube que ias longe, daqui a nada mandas naquela porcaria toda, raios, foi só uma escorregadela, desculpa, eu estou bem, a sério que estou, eu já me levanto, só estou a ver onde me posso agarrar, o que pode doer mais do que precisarmos do colo de um filho para chegarmos à cama?, aqui está-se melhor, deixa-me só descansar um pouco que já vou ter contigo à sala, liga a televisão e põe a gravação daquele programa em que estiveste no outro dia, isto não se diz mas foste de longe o melhor participante que aquele concurso já teve, que se lixem as meias palavras, que eu amo o meu filho inteiro,
deixa estar que eu resolvo, filho,
tens a boca da tua mãe, isso é certo e não posso negar, mas os olhos são meus, existe lágrima mais contente do que a que cai quando vês os teus olhos nos olhos do teu filho?, tenho-te nos braços e estou tão feliz, só queria que o meu velhote aqui estivesse, de certeza que iria dizer que daqui a nada estás a engatar miúdas no liceu e que irias ser o melhor aluno da turma, depois iria falar-te do novo reforço do Sporting, quando sair daqui vou directo ao estádio para te fazer sócio, se desse para ficares com o número dele é que era, isto não se diz mas és de longe o sportinguista mais bonito de todos, que se lixem as meias palavras, que eu amo o meu filho inteiro.

Ainda não experimentei as posições todas do Kama Sutra, e estou a ficar velho para algumas, felizmente conheço médicos e eles ajudam-me se alguma coisa correr mal, ainda não disse um milhão de vezes ao meu pai que o adoro, mas estou lá perto e bem vistas as coisas um milhão é pouco para algo infinito assim, ainda não abracei a minha mãe e lhe dei um beijo na testa até que os lábios secassem e os braços cansassem, pode ser agora mesmo, quando acabar este texto, ainda não escre...vi a obra-prima e só tenho mais coisa menos coisa mais setecentos mil milhões de frases para o tentar, mais algumas, provavelmente, tenho a certeza de que vou morrer de caneta na mão, ou de computador no colo, a última frase será qualquer coisa como «Desculpem qualquer coisinha, mas leiam, e sobretudo amem.»,ainda não inventei palavras que me satisfaçam, ainda nem sequer atirei bolos à cara do meu melhor amigo, ainda não vi os meus alunos ganharem o Nobel, ainda não me apeteceu dançar em cima do balcão de um bar, e dançar mesmo, ainda não calei mais uma vez os desgraçados que me dizem que não serei capaz de fazer o que já acabei de fazer, os que ainda ontem me asseguravam que não chegaria aqui hoje, ainda não mostrei aos meus filhos que o pai só consegue porque faz, porque chora, porque arrisca, porque se expõe, porque não quer estar parado nem aguentar, ainda não apertei os meus gatos até os sentir no meio dos meus ossos, ainda não, ainda não, por favor ainda não, ainda não estou pronto para morrer, nunca estarei, só mais um minuto, afinal de contas vai ser essa a minha última frase, «Ainda não.», com exclamação, «Ainda não!», odeio exclamações e vou usar a primeira quando for a última, «Ainda não!», e é tão pouco, tem de ser mais, mais desesperado, mais urgente, mais absoluto, «AINDA NÃO!», não chega mas é o que há, nenhuma língua está preparada para a morte, não há recursos que cheguem para ela, o pior não são as línguas mortas, são as línguas na morte, incompetentes, incapazes, como eu, ainda não, por favor, mas tem de ser, admito, mas nunca aceitarei, nunca, nunca aceitarei, quando for ficarão em dívida comigo, serei credor para sempre, que isso fique escrito, e agora está, que a justiça o cobre sem misericórdia,
viver é insuportável e é tão bom, porra.

Ainda não sei sobretudo a cor das tuas cuecas hoje, e isso é o que mais me custa, confesso,
agora já sei, que maravilha,
e agora já não sei outra vez
(ou esqueci, vá),
o chão que as aproveite, sortudo,
viver é insuportável e é tão bom, foda-se.


Amo-te até me encontrar. És a minha perdição e a minha encontração. Preciso de ti para me perder e preciso de ti para me encontrar. Se olhar à volta e não te encontrar estou perdido, por mais que esteja num local familiar. Se não estiveres à volta de mim é porque não sou eu.

Quem nunca pecou não é santo; é defunto.

se tu soubesses que eu te amo,
talvez fosse diferente, talvez te deitasses à noite comigo e me deixasses ver-te adormecer, tocar-te no cabelo até ao fundo das lágrimas, trazer a tua cabeça até ao medo dos meus ombros e esperar que a felicidade chegasse enfim,
se tu soubesses que eu te amo,
mas tu sabes.

– Uma distracção e o amor acaba.
– Uma distracção e a vida acaba.
– Foi o que eu disse


quando nos deitamos e nos apertamos nas nossas carências sabemos que nos atravessa o que não tem solução, o mal que nos afecta não tem cura, e mesmo assim curamo-nos,
o amor pode muito bem ser apenas a impossibilidade de curar um mal, e depois obviamente curá-lo.


O amor tem de exigir vigilância máxima, tens de ser um soldado no campo de batalha, todo o teu corpo à espera de um ataque, de uma bala perdida. E se há algo em que o amor é imbatível é na quantidade de balas perdidas que liberta. Por vezes és atingido e nem percebes. E já não existe amor, só uma dor que se vai alargando no meio do teu peito, uma dor que te consome, que te dilacera, que te abate. Pensas ser amor e é apenas uma ferida. Há feridas que parecem amor.


é preciso tão pouco para amar uma pessoa, não é?,
e depois da tempestade vem a tempestade, não é de pólos opostos que vem o amor, é de um mesmo pólo em lugares diferentes,
sou tão viciada na tua pele,
misturamo-nos os cheiros e os gestos, sabemos que é só prazer e que vai ser tão curto, e por isso insistimos,
o amor pode muito bem ser apenas a ocorrência frequente de prazer, e a sua respectiva insistência.


Gosto de quando és homem, sabias?,
da maneira como me mostras a dimensão da tua força e me apertas pequena quando me dói,
há tanto para doer, não há?,
a chuva e o sem-abrigo sem ter como fugir dela, as pessoas esquecidas no canto do autocarro,
que merda é esta que inventaram no mundo?, ...
e depois chego a casa, o dia todo nos meus ombros, e existe a tua força, dizes-me que tudo vai passar, e passa mesmo, quando me pedes para me deixar proteger,
o amor pode muito bem ser apenas alguém que nos pede para nos deixarmos proteger, e nos protege mesmo.


Só a teimosia nos mantinha juntos, uma casmurrice tão grande que nos segurou a totalmente nada durante mais de duas décadas. Duas décadas. Foda-se. Vinte vezes trezentos e sessenta e cinco dias da minha vida perdidos assim, a ver quem era mais resistente, a ver quem não cedia só pelo prazer de ver o outro ceder. Aposta que ele sonhava, como eu sonhava, com o dia da libertação, com o dia em que chegasse a casa e eu dissesse: «Estou farta, vamos acabar com esta merda.» Mas o di...a não chegava. E a porcaria a crescer. E o nosso filho cada vez mais a perceber que vivia com duas pessoas diferentes em duas esferas diferentes e nunca com um casal. Havia três casas na nossa: a minha, a tua e a nossa com ele. E ele, esperto como nunca deixou de ser, sabia exactamente como agir com um e com o outro. Fazia tudo para nos obrigar a encontrar acordos, a chegar a abraços, por mais forçados (e esforçados) que fossem. Estava capaz, juro, de aguentar assim até ao derradeiro dos dias da minha vida. Que filha da puta de burra é que prefere a vida inteira a ceder do que ceder uma vez na vida?



Trazes o relógio azul que te dei pelo aniversário e a promessa de um beijo, é o que basta para te abrir os braços e te convidar para debaixo dos lençóis,
há tanto frio em mim quando não estás,
já fechei as janelas e os olhos e não há maneira de adormecer, ouve-se a cidade cheia de pessoas e nenhuma és tu,
Deus acontece pela diferença,
e pela maneira como quando chegas me sorris e me pedes perdão por mais um atraso, o escritório e reuniões, quase dez segundos até que sem f...alar te diga para vires e te abraçar por dentro,
há só uma vida e és tão inacabável em mim.


Fomos insistindo. Fomo-nos insistindo. Sempre na guerra mas agora em silêncio, em surdina, cada um na sua estratégia fria de combate. Ele deixou de ser o meu amor – apesar de, sei-o agora que cinicamente, me continuar a tratar pelo pequeno e insignificante «mor» de sempre – e passou a ser apenas e só o alvo de todos os meus movimentos internos. Quando é que alguém deixa de ser a nossa vida para passar a ser o que nos impede de viver?



Fiz ontem as contas e foram mais de trinta mil os dias em que adormecemos e acordámos juntos, na cama onde agora te escrevo e de onde espero sair para ir de novo até ti. Trinta mil dias a olhar-te dormir, a saber o frio ou o calor do teu corpo, a perceber o que te doía por dentro, a amar cada ruga a mais que ia aparecendo. Trinta mil dias de eu e tu, desta casa que um dia dissemos que seria a nossa (que será de uma casa que nos conhece tão bem quando já aqui não estivermos pa...ra a ocupar?), das dificuldades e dos anseios, dos nossos meninos a correr pelo corredor, da saudade de nos sabermos sempre a caminho de sermos só nós. Trinta mil dias em que tudo mudou e nada nos mudou, das tuas lágrimas tão bonitas e tão tristes, das poucas vezes em que a vida nos obrigou a separar. Trinta mil dias, minha velha resmungona e adorável. Eu e tu e o mundo, e todos os velhos que um dia conhecemos já se foram com a velhice. Nós ainda aqui estamos, trinta mil dias depois, juntos como sempre. Juntos para sempre. Trinta mil dias em que desaprendi tanta coisa, meu amor. Menos a amar-te.


És toda boa,
e ela parou e respondeu, ninguém se riu e ele desceu, ela sorriu, mostrou-lhe uma fotografia antiga, um caderno rasurado e gasto, alguém a terá ouvido dizer que tinha saudades de falar com alguém inteligente, não se sabe se será boato ou verdade, certo é que desde que tinham visto no YouTube um porco a andar de bicicleta nada terá surpreendido tanto as pessoas naquele andaime como aquilo,
não é preciso um intelectual para definir o que é o amor, passaram eles a... saber.


Que barulho faz a chuva quando te abraço assim?,
há um texto para escrever, o drama de um escritor é haver sempre um texto para escrever, e é também a sua sorte, não faço sentido mas sabes-me bem,
ontem o teu cabelo cheirava a abraço,
lembro-me de nunca um nariz ser tão feliz, as coisas que eu escrevo, meu Deus, podia dissertar sobre a crise, os mercados e a subida do rating ou lá o que é, mas prefiro dedicar-me à mistura das gotas da chuva na janela com o ligeiro fio de su...or que escorre pelo meio do teu peito,
quando dormes Deus acorda para ter ver dormir,
os católicos não sabem mas o milagre é amar-te, viraste-te de repente para o lado de cá, tanto que havia para escrever e só consigo escrever-te,
que desgraça és tu que me fazes feliz?,
havia talvez a necessidade de explicar a existência de dívida soberana, desancar em dois ou três políticos, ou mesmo mais ou todos eles, só eu sei como eles merecem, mas quando volto aqui só escrevo o poema que me mostras,
todos os que amam são poetas,
pelo menos os que amam assim, com o verso sempre interrompido, tudo para dizer e tão poucas palavras para mostrar,
quantos dicionários exige o teu corpo?,
e isto para não falar sequer da tua voz, da maneira inadmissível como dizes que me amas e eu acredito, já são nove da noite e tenho de entregar um texto às dez, pára de me olhar, e tu paras, viras-te para o outro lado mas não chega, começo uma frase qualquer sobre uma coisa qualquer, acho que desta vez era sobre desporto, vê lá tu, mas depois as tuas costas,
bastam as tuas costas para criar um génio,
daqui a nada o prazo passou mas que se lixe, deixa-me escrever num instante a vontade da minha língua em ti, a importância absoluta das tuas mãos, ou até mesmo a calma do teu colo quando me dói, faltam cinco minutos para as dez e já tenho um e-mail do editor, agora é que vai ser, vou escrever sobre a solução para a tristeza no país, debitar duas ou três banalidades, citar alguns autores famosos para toda a gente me respeitar, e depois está feito, espera um pouco que já volto, aqui vai disto, uma frase já foi, agora mais outra, mas ainda aqui estás e quando dou por mim já escrevi quatro ou cinco frases sobre a falta que me fazes quando não estás, a dimensão absurda do sofá sem ti, olho para o relógio e são dez,
o que hei-de fazer para escrever algo que não tu?,
carrego no botão enviar e já foi, uma crónica inteira sobre ti, espero que não estranhem, afinal de contas é a primeira vez que te dedico uma crónica inteira, pelo menos hoje, claro, ontem e anteontem tenho a ideia de já ter sido assim,
ainda demoras muito a dar-me um abraço de parabéns?


Se não ficares perdida sempre que estás sem a pessoa que amas, nem que seja uns simples segundos, desiste de amar, porque, ficas a saber, quando se ama apenas se está no lugar certo quando se está no lugar onde está quem amas.


Era um menino que sonhava demais, e um dia sonhou que havia uma folha especial, uma folha tão especial que fazia com que tudo o que lá se escrevesse ganhasse vida e fosse real, o menino adorou a ideia e foi contar aos pais

– estás maluco

mas o menino era um menino que sonhava demais e não desistia de sonhar, e em vez de desistir da ideia aumentou a ideia, é essa a vantagem de ser um menino e sonhar, quando se é um menino e se sonha em vez de se parar perante o sonho aumenta-se o sonho, sonha-se ainda mais maior, ainda mais grande

– e se em vez de uma folha fosse um caderno inteiro

e o menino foi a correr à livraria, pediu duas folhas do papel mais barato que havia, os sonhos não têm de ser caros e o menino sabia, afinal de contas os melhores brinquedos que tinha não eram brinquedos nenhuns, uma bola de trapos, um parafuso que para ele é a Torre Eiffel, um taco de madeira que ele transformou num automóvel

– vruum

ele e a folha em branco, a magia pela primeira vez, ali pode inventar o que quiser porque inventou a folha mágica, basta escrever e acontece, ele não sabe muitas letras nem muitas palavras, entrou há pouco tempo para a escola, escreve o que sabe e que no fundo é o que quer

– pai

depois olha e gosta, apaga um ou outro risco, põe direitinho para nada falhar, para que a magia aconteça como tem de ser, olha outra vez, agora está perfeito, só mais uma palavra e pode ser que a magia aconteça

– mãe

basta arrancar a folha e vai acontecer a magia, é agora que vai testar a sua invenção

– pai
– mãe

e eles chegam, o menino arrancou a folha, leu as palavras várias vezes, e eles apareceram, talvez preocupados com ele, talvez sem saber o que aconteceu, mas a verdade é que aconteceu, a magia aconteceu, o menino explica aos pais outra vez que inventara a folha mágica primeiro e o caderno mágico depois, os pais respiraram fundo primeiro e repreenderam-no depois

– não voltes a assustar-nos assim

o menino não compreendeu, que mal tem sonhar?, e continuou na sua invenção que iria mudar o mundo, bastava escrever e o mundo mudava, imagine-se o que não se poderia fazer com isso, pensou em mil e uma coisas para escrever, mil e uma coisas para inventar, mas percebeu então que não sabia escrever e tinha de saber escrever para que a folha fizesse o seu trabalho, podia chorar e ser como todos os outros meninos que não têm o que querem e choram e param, mas este menino nisso era diferente e quando tinha um sonho não chorava e fazia

– por favor ensinas-me a escrever até começarem os desenhos animados

a irmã mais velha riu-se mas não resistiu, ao fim do dia, quando chegavam da escola, lá iam os dois para o quarto, ninguém sabia o que iam fazer, diziam que havia trabalhos para fazer e havia, mas o menino estava só a lutar pelo sonho, a irmã gostou de brincar às professoras e ensinou-lhe tudo, as letras todas, e vinte ou trinta dias depois já o menino que só queria sonhar tinha todas as ferramentas para criar o seu sonho

– era uma vez

começou assim porque lhe pareceu que era assim que começavam todos os sonhos, e foi escrevendo, frase a frase, invenção a invenção, e aos poucos foi percebendo que aquele seu caderno era mais mágico ainda do que aquilo que ele tinha inventado, afinal nem precisava de arrancar a folha para existir, ele ia escrevendo e à medida em que ia escrevendo sentia tudo a acontecer, o príncipe que queria voar, a princesa que queria ser salva, o menino foi escrevendo e aquilo tudo foi acontecendo, ele via-o ali, à sua frente, dentro de si, mesmo dentro de si, todas as emoções, ria, sorria, até chorava, vejam lá

– como podem dizer que não existe se me faz chorar

e quando muitos anos depois, centenas de adultos e de crianças de uma escola primária diante de si, ele apresentou mais um dos seus livros, resolveu oferecer um presente especial a cada um deles

– é um caderno com superpoderes

e passou-lhes para a mão um monte de folhas em branco igualzinho ao que lhe mudou a vida

– o que escreverem nele acontece mesmo

todos se riram menos as crianças, que começaram imediatamente a experimentá-lo.



Desaprendi a perceber as pessoas que o mundo contém. Há pessoas que gastam a vida na vida dos outros, na felicidade dos outros a martirizar a sua, pessoas que não se agarram ao tanto que têm e preferem agarrar-se ao tanto que nunca terão. Há pessoas que se gastam na vida. Para que serve toda a vida pela frente se tudo o que fazemos a faz virar as costas?



Que desgraça és tu que me fazes feliz?



Disseste «acabou o tempo» e eu ouvi. Disseste «amo-te até que me falte a pele» e eu ouvi. Disseste «adeus» e eu ouvi. Para que raios exigiste palavras quando tudo em mim te dizia tudo em ti?


Vieste sozinho, os teus passos decididos a dizerem-me a vida. Sabia que vinhas para a despedida, para o momento em que todas as dores se fazem pequenas. Porque tens de partir para onde eu não estou? Porque existe a possibilidade de uma vida de ti em que não esteja toda a minha vida? Vieste sozinho, e na tua solidão à chegada estava a certeza de que querias a solidão à partida. De quantos abraços precisas para saberes que és meu?


Dizia-te que Deus habita na carne do
poema, que as palavras que escrevia
estavam tão longe de te merecer, depois
agarrava-te com força e mostrava-te que até
o amor sabe a importância do corpo.



Era perfeitamente dela. Perfeitamente dela, tanto quanto pode ser perfeito um louco e um desgraçado. Podia ter-lhe dito tanta coisa, tudo o que lhe corria na cabeça, tudo o que o fazia pensar que estava a minutos de a perder para sempre se lhe dissesse que a queria para sempre. Podia ter-lhe dito tanta coisa importante, tanta coisa decisiva, mas bastou que ela o agarrasse e o puxasse para dentro de si para perceber que só o silêncio era urgente.


A noite parece cair e a rua, depois dos empregos acabados e das pessoas acabadas nos empregos acabados, começa a despir-se de ansiedade, de agonia, os carros já escasseiam, as buzinas deitaram-se até à manhã de um novo dia, e toda a humanidade parece existir outra vez. Os homens e as mulheres já não procuram destinos, e andam pelo passeio a saborear o passeio, pelo jardim a saborear o jardim. Quando o dia acaba e as correrias terminam, só os humanos resistem na parte de fora ...do mundo. Os outros permanecem, agora em casa, frente aos televisores, na procura desenfreada de uma qualquer manobra que lhes permita não desistir. Um golo num campo de futebol, um beijo numa telenovela, mesmo uma morte numa série de culto. A mim, quando a humanidade regressa às ruas, continua a servir-me apenas o que a toda a hora procuro. A tua mão a amar a minha, o teu olhar, aqui e ali, a procurar-me à procura de validação, a tua cabeça por vezes pousada no meu ombro, e as palavras que nunca tiveram de correr para serem imortais: amo-te.


Não é parar que é morrer; é ir andando.


– Vai. Sê feliz para sempre.
Foste. Não sei se feliz. Mas foste. E agora percebo que foram as palavras, são sempre as palavras, tu e essa capacidade sem par de me convenceres do impossível. Abandonaste-me e eu agradeci. E fiquei sem ti a pensar que contigo.


Devíamos aprender a querer devagar,
arriscas,
mas entretanto já pousei os meus lábios nos teus, é insuportável o teu cheiro se não puder tocar-te



O mais perverso na ciência é acreditar que a vida é científica, que algumas máquinas e algumas medições podem definir o sentido do que quer que seja. E depois há a segurança, a estranha mania de querer saber tudo quando o que faz a magia de tudo é não saber, nem nada que se pareça, tudo. Gosto dos espaços em branco, das explicações por dar, dos fenómenos por perceber.
Se um dia souber o motivo por que me fazes vir assim, aposto que nunca mais me venho assim.
Não quero que vi...vas para sempre nem quero que o nosso amor seja eterno. Quero que um dia acabemos para nunca mais voltarmos a acontecer.
Agora anda cá e por favor fode-me até à eternidade.


Não sabem se foram horas se foram só minutos; sabem que a partir dali nunca mais entenderam a vida da mesma forma. Adormeceram, cansados e apertados (os corpos encaixados como se tivessem nascido para aquilo: um para receber o outro debaixo dos lençóis; será o tamanho de um corpo definido em função do tamanho de outro?), e quando acordaram perceberam que estavam a acordar pela primeira vez.
Todo o amor nos acorda pela primeira vez.


«Um café e um amor eterno, por favor», disse ele, o olhar dela como se fosse a vida. Havia à volta todas as mesas e todas as pessoas nas mesas, o cheiro ácido e quente da cafeína, o sol vadio a entrar pelas janelas grandes de vidro sujo. A necessidade de mais palavras apagou-se quando o silêncio ficou, um segundo ou dois, a falar o que havia para dizer. É claro que ambos sorriram, é claro que ela não lhe trouxe o amor eterno mas trouxe-lhe o amor possível, escondido no papel de um dos pacotes de açúcar. Ele não quis ler logo, quis fazer-se de forte e aguentou, tomou (ele pensa que devagar, mas na verdade não demorou mais do que dez ou vinte segundos) o café enquanto lançava possibilidades sobre o que ali estaria escrito, e de entre todas a que ele escolheria seria a mais simples de todas, qualquer coisa como «saio à meia-noite» bastaria.
«Saio à meia-noite», repetia ele, vezes sem conta, a nota na mão (ele pensa que rija, mas na verdade tremia tanto que o empregado não a conseguiu agarrar à primeira) e a respiração perdida algures entre o medo e a esperança. «Então até amanhã», despediu-se (ele pensa que normalmente, mas na verdade ninguém naquele café entendeu patavina do que ele disse, tal foi a velocidade com que o disse), os passos a correr e o pacote de açúcar pequeno tão grande a ocupar-lhe todo o corpo. Queria que tudo fosse perfeito para o ler, queria lê-lo num lugar que o merecesse, para que aquele momento nunca mais se esquecesse, e já se imaginava muitos anos depois, frente à lareira, a contar aos netos como conhecera a avô, as suas aventuras, um simples pacote de açúcar como personagem principal; pensou depois que a história passaria de geração em geração, que dali a quatrocentos ou quinhentos anos, quando talvez já não houvesse açúcar, ainda se saberia a história daquele pacote que tornou possível toda uma família. «Saio à meia-noite», disse mais uma vez, como que pedindo a quem manda no mundo que lhe fizesse a vontade.
«O mar é sempre um bom sítio para amar», pensou, já sentado na areia, dois ou três metros entre ele e a água que ia e vinha. O papel amarrotado na mão, o suor frio e os braços doridos, o organismo inteiro a pedir-lhe clemência. Ganhou coragem, abriu a mão, já o Sol se punha ao fundo do mar (pensou que mais perfeito seria impossível, enquanto sem perceber já uma lágrima caía na areia), e foi desdobrando o papel, alguns grãos ainda vivos a fazerem-se sentir. Olhou uma vez, olhou outra, passou a palma da mão pela cara para limpar as lágrimas, voltou a olhar. Meia hora depois, a noite e a Lua e o mar frio, voltou a olhar e tudo continuava na mesma. Não havia uma única palavra ali escrita, nada, mesmo nada, apenas a marca do açúcar, a empresa fabricante e os ingredientes, talvez, em letras pequenas, a data de validade, e teve a certeza de que se enganara no pacote, e que só podia haver um outro perdido num qualquer lixo com tudo o que havia para ler. A Lua pareceu escura quando, olhos no chão e o peso de todas as ilusões nas costas, abandonou a praia, um sem-abrigo com pena a olhá-lo com uma palmadinha nas costas. Viu toda a família a desaparecer, os netos junto à lareira, o mito de tantas gerações do pacote de açúcar e da mensagem que criou a vida. Nada disso, tinha a certeza, já sem lágrimas mas com os olhos vergados, iria acontecer. Não havia qualquer bilhete para ler. Mas ela sairia mesmo à meia-noite.



Perderam horas a debater a inutilidade de amar e quando terminaram tinham mudado as suas vidas, ela disse que o amor doía, apagava, acendia, chorava, criava, destruía, construía, adoecia, saltava, gemia, desconfiava, sobrava, ria, rasgava, cortava, colava, cosia, tocava, fugia, libertava, prendia, olhava, escondia, ele acrescentou que além disso o amor ainda matava, mentia, seduzia, ensinava, conduzia, possuía, descobria, dominava, excitava, contagiava, controlava, alegrava, ... receava, e era por isso tudo que não servia para nada.

Perceberam profundamente a estupidez de amar e só então amaram.



«Gostava de te conhecer melhor e não encontro lugar melhor para isso do que o meu corpo.»

Podia faltar muita coisa no que se diziam, mas não faltava urgência, não tiveram tempo de saber quem eram, mas tiveram tempo de saber o que queriam, à volta pessoas dançavam, pessoas bebiam, pessoas cantavam, as luzes a piscar, a música alta, batidas fortes, ela a olhá-lo e ele a olhá-la, há sentidos a mais quando se olha assim.

«Já percorri o mundo mas nunca vi região mais bonita do qu...e o litoral dos teus ombros.»





quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Lendas urbanas



 
Bill Gates - A Besta

Essa eu tenho que reconhecer, é a melhor! Nunca li lenda tão convincente e com tantas evidências. São coincidências ou pura brincadeira dos programadores da Microsoft? Essa é perfeita!"NOTICIAS ATERRORIZANTES SOBRE BILL GATES & MICROSOFT
[Leia isto e comprove, para ver o que você pensa depois]
Se você utiliza produtos MICROSOFT, deve conhecer estes fatos...
Você sabe que o VERDADEIRO nome de Bill Gates é William Henry Gates III? Hoje em dia o conhecemos como Bill Gates (III) onde "III" significa "terceiro".
Então, o que há de aterrorizante neste nome?
Se você pega todas as letras do nome Bill Gates III, e considera o código equivalente em ASCII (American standard code for information interchange) para cada uma, e soma todos ... obtém o número 666, que é o número da BESTA !!!
B=66
I=73
L=76
L=76
G=71
A=65
T=84
E=69
S=83
1=1
1=1
1=1
= 666 O NÚMERO DO DEMÔNIO
Coincidência? Talvez, porém pega WINDOWS 95 e faz o mesmo, você obterá 666 também !!!
E o mesmo vale para MS-DOS 6.31. Você está seguro de que isto é uma coincidência? Você decide ...
MS-DOS 6.21 ** 77+83+45+68+79+83+32+54+46+50+49 = 666
WINDOWS 95 ** 87+73+78+68+79+87+83+57+53+1= 666
------------------------------------------------------------------
Prepare-se porque agora vem o melhor !!!!!
------------------------------------------------------------------
Para aqueles que tenham "Excel 95" (não é o Excel do Office 97), façam esta prova:
1. Abra um arquivo novo.
2. Posicione-se na linha 95.
3. Click o botão de número 95, assim a linha inteira ficará selecionada.
4. Pressione TAB, para ir para a segunda coluna.
5. Agora, com o mouse, selecione o menu Ajuda (?) e entre em "Sobre Microsoft Excel ..."
6. Pressione as teclas ctrl-alt-shift e (mantendo-as pressionadas), com o mouse, selecione a opção "Suporte ao produto" na janela de ajuda.
7. APARECERÁ UMA JANELA COM O TÍTULO: THE HALL OF TORTURED SOULS.
Isto é realmente aterrorizante, de acordo. É um programa similar ao jogo Doom, e você pode percorrê-lo com os botões de direção (setas). Nas paredes aparecem os nomes, em movimento, das almas torturadas ...
8. Agora vá até as escadas e volte em direção à parede que estaria às suas costas ao começar o jogo. A branca e quadriculada.
9. Tecle EXCELKFA.
Isto abre a parede e revela outra passagem secreta. Entre nela e tente não cair do caminho elevado (isto é MUITO difícil!!), quando você chegar ao final, verá algo realmente aterrorizante ...
Até este ponto, inúmeras testemunhas de todo o mundo verificaram que isto é uma verdadeira revelação que te abre os olhos. Poderia ser uma brincadeira dos programadores de Microsoft, ou não?
Não seria surpreendente que Bill Gates fosse "O Anticristo", além disso, já disse a Bíblia que alguém poderoso virá , e guiará o mundo a destruição.
E Bill Gates sem dúvida tem esse tipo de poder nas suas mãos. Mais de 80% dos computadores do mundo tem Windows e DOS (inclusive os do Pentágono). Se todos esses produtos tiverem algum tipo de pequeno programa camuflado (como este do "Hall of Tortured Souls") isto pode dar-lhe o controle de configurar os arsenais nucleares, fazendo estragos
nos sistemas de segurança, e nos sistemas financeiros do mundo, etc... Tudo isso pode ser feito a partir da sua sede e não está longe da realidade!
Somente usando o Internet Explorer eles podem espiar o que temos no computador bit a bit cada vez que nos conectamos.
Talvez o fim do mundo esteja próximo e isto seja somente a ponta do iceberg!?
Citação da Bíblia:
"E ele obrigou a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, a receber uma marca em sua mão direita ou em seu rosto, de tal forma que ninguém poderia comprar ou vender coisa alguma se não estiver marcado com o nome da fera ou com o número do seu nome.
"Aqui é preciso ter sabedoria! Quem tem inteligência, calcule o número da fera, pois é um número de homem: seu número é 666."
Apocalipse 13:16-18.
Isto é algo em que se deve pensar ... Porque se a Bíblia, no livro do Apocalipse diz que sem o sinal da besta ninguém poderia ser capaz de comprar, vender, fazer transações comerciais, etc ...
Então ...
Minha pergunta é:
A Internet é hoje em dia uma necessidade para fazer negócios?
Note que a Internet também é conhecida como a World Wide Web ou WWW ... Outra forma em que podemos escrever W e V/ (VI) assim:
W W W = VI VI VI 6 6 6
Isto me dá o que pensar ... Não vai tudo se encaminhando para a Internet? (por exemplo, comprar/vender bens, transações comerciais) E não está a Microsoft tentando sempre ter o monopólio da tecnologia de software, e agora de Internet?
O Apocalipse também diz que a marca da Besta estará na mão e no rosto de cada um ... Se a Internet fosse em realidade o sinal da Besta, não estamos começando a levá-lo nas nossas mãos (usando o mouse) e em nossos rostos (monitor)? Finalmente, tudo encaixa ou nós estamos deixando levar pela imaginação?


A Mulher de Branco
Essa é uma das lendas mais faladas no meio de caminhoneiros e viajantes noturnos. A mulher de branco pode aparecer a qualquer hora na sua frente e você deve estar preparado para isso. Nesta vou contar uma que aconteceu com meu tio. Certo dia, ele, minha tia e meus outros tios, estavam vindo de carro a noite do Rio de Janeiro para Minas Gerais. De repente, uma mulher de branco aparece do nada em frente ao carro em movimento. A reação de meu tio vou desviar o volante bruscamente para o outro lado e seguir viagem. Pararam o carro e desceram para ver o que tinha acontecido. Quando foram ver adivinha o que estava atrás da aparição da mulher de branco??? Um penhasco gigantesco!!! Resumindo, se a tal mulher de branco não tivesse aparecido em sua frente certamente a essa hora ele não estaria mais entre nós e nem as pessoas que estavam no carro. Teriam morrido em um acidente terrível.

A Loira do Banheiro
Uma garota muito bonita de cabelos loiros com aproximadamente 15 anos sempre planejava maneiras de matar aula. Uma delas era ficar ao banheiro da escola esperando o tempo passar. Porém um dia, um acidente terrível aconteceu. A loira escorregou no piso molhado do banheiro e bateu sua cabeça no chão. Ficou em coma e pouco tempo depois veio a morrer. Mesmo sem a permissão dos pais, os médicos fizeram autópsia na menina para saber a causa de sua morte. A menina não se conformou com seu fim trágico e prematuro. Sua alma não quis descansar em paz e passou a assombrar os banheiros das escolas. Muitos alunos juram ter visto a famosa loira do banheiro, pálida e com algodão no nariz para evitar que o sangue escorra. Versão 2 Há muito tempo atrás havia uma loira que tinha sido enforcada na sua escola. Depois de um ano na mesma escola, jovens eram mortas no banheiro, e as vítimas que viram, disseram que havia uma loira no banheiro, e a mesma é que estava matando as jovens. A loira, volta com sua filha para assombrar os banheiros, e para ela deixar a sua marca, a água ficará vermelha de sangue.Mulher loura, alta e alva, que vestida de branco, e com algodão em sua boca, nariz e ouvidos, assombra as crianças que cabulam aulas, e também a transeuntes em praças, jardins e parques. Não faz mal a ninguém.
 

O Fantasma da Sala de Bate Papo
Michele era uma moça muito assanhada, que vivia nas salas de bate – papo, da Internet, para conseguir um parceiro. Ela sempre entrava com o nick de Gata Solitária. Certo dia, ela entrou na sala de Esoterismo e começou a teclar com rapaz com o nick de Mago. Este moço adivinhou tudo sobre ela: onde ela morava e suas preferências. Porém, um certo dia, os dois resolveram marcar um encontro deste jeito: Gata Solitária: entra na sala. Mago: Boa – noite! Mago: Que tal marcarmos um encontro no Shopping Estação, sábado que vem? Gata Solitária: Sábado que vem? Gata Solitária: Sábado que vem, não será possível, pois é o dia que viajarei numa excursão para o interior de São Paulo. Mago: Eu só poderei me encontrar com você sábado que vem, pois é o único dia que estarei de folga. Se não for neste sábado, talvez a gente nunca mais se encontre. Gata Solitária: Tudo bem! Gata Solitária: Eu desisto da excursão. Gata Solitária: Então, a gente se encontra no próximo sábado, no Shopping Estação, às três horas, ao lado da sorveteria. Mago: OK. Mago: Sai da sala. Então, chegou o esperado dia, Michele foi ao salão de beleza, colocou a sua melhor roupa e foi ao Shopping, no lugar combinado. Porém, passou uma hora e nada do rapaz chegar. Até que ela escutou uma notícia, que veio do rádio da sorveteria, que disse:- Um ônibus de excursão, que ia para São Paulo, teve um grave acidente: ele caiu num despenhadeiro. Até agora, temos 20 mortos. Assim, Michele resolveu entrar num Cyber Café do Shopping, para pesquisar sobre o acidente e descobriu que o ônibus que teve o problema, era o mesmo ônibus que ela viajaria de excursão, se não tivesse marcado o encontro com o Mago. Depois, daquele dia, a moça nunca mais viu nenhuma pessoa com o nick de Mago na sala de bate – papo.
A Lenda do Sim
Na rua deserta e umedecida pela fina garoa que caía, caminhava a passos largos o homem franzino conhecido como T. Sua pressa tinha um único motivo, não queria perder de forma alguma o jogo do Knicks, torcedor fanático que era. Fez o serviço com a destreza habitual já conhecida por seus clientes que o contratavam a peso de ouro, pagamento adiantado como de praxe, problema algum para quem escolhia um homem com tanto respeito no submundo. No caminho gabava-se de quão bom era, a encomenda fora mais fácil que pensava. Não havia motivo para tanta preparação para apagar Andy Baley, um burguesinho de merda metido em dívida de drogas. É claro que a coleta que tinha com as prostitutas de luxo facilitava, conseguia informações valiosas, e suas vítimas eram pegas por seguir sempre o mesmo roteiro: jogar nos cassinos, se entupir de drogas e depois trepar com algumas garotas em um hotel qualquer. Riu, ao lembrar-se do idiota se borrando todo, com a 45 enfiada até o talo na garganta. E a arma ainda quente, lhe aquecia confortavelmente a perna. Ao quebrar o primeiro quarteirão, deparou-se com alguns mendigos amontoados no beco, tentando vencer o frio com uma pequena fogueira. Passou sem ser molestado, o povo da rua conhece o perigo de longe, fareja a morte iminente como um cão ao seu alimento. Mas antes que pudesse deixar para trás o cheiro fétido e nauseante do local, teve seu braço segurado. Os dedos coçaram para sacar sua arma, mas se conteve e apenas com um movimento brusco puxou aquele que o abordara ao encontro dos punhos. Seus músculos relaxaram ao ver que era apenas uma velha, imunda e maltrapilha.- Não tem esmola hoje!- Na-Não quero esmolas moço. – disse a mulher pressionada no paredão gelado. – Quero apenas lhe dar um recado que o vento me trás. Ele riu. – Velha louca! Então conversa com o vento? Não seja tola! Hoje poderia ter sido seu último dia de vida.- Apenas escute a mensagem, moço.- Além de louca é burra? Não vê que ainda respira por pura benevolência minha? Tua sorte é que hoje estou sem tempo. Vá! Volte para o esgoto de onde veio. – disse ele batendo a cabeça dela contra a parede. A mulher, atordoada, saiu do caminho, mas antes que ele sumisse de vista, gritou:- Sim! Sim! A vontade dele era voltar e descarregar sua arma na cabeça da maldita mulher. Mas já era tarde e não podia perder o jogo. Seguiu para o metrô, que naquela altura estava completamente vazio. Sentou-se confortavelmente encostado na janela, duas estações e estaria enfim a poucos metros do bar onde freqüentava. Na parada da primeira estação entrou uma criança e sentou-se ao seu lado, T. estranhou ao ver o menino, o qual julgou ter no máximo dez anos, sozinho.- Garoto, não está fugindo de casa, está? O menino, branco como leite e trajado com um terno mal costurado, sequer olhou para ele.- Muito bem! Sua mãe deve ter lhe ensinado para não dar conversa a estranhos. Notando que o garoto não estava mesmo querendo papo, ou sofria de algum problema auditivo, virou-se para a janela. Sentiu um calafrio lhe percorrer a espinha, ao perceber que não havia no reflexo do vidro o pequeno companheiro de assento. Virou-se novamente para o menino e este com os olhos negros como a noite, berrou de forma descomunal.- SIMMMMMMMMMMMMMMMMMMM! Quase saltou do banco, e praguejou ao ver que estava sozinho no vagão. - Mas o menino, o menino... Foi tão real. Só podia ter cochilado... Mas fora tão real e tão... Tão... Assustador! Definitivamente aquela noite lhe parecia estranha. Queria chegar logo ao seu destino. Na saída do metrô, suas pernas ainda tremiam. – Porra, era só um garoto! Era só uma merda de pesadelo. Bruxa filha da puta, devia ter quebrado-lhe os dentes. Não! Não! Devia ter-lhe rachado a cabeça. No bar, enfim sentiu-se em casa, lá havia rostos familiares, por mais que T. fosse reservado, ali se soltava e trocava até algumas palavras com o balconista. Após o cumprimento amigável, foi servido com o velho Black Label de todas as noites, o gole desceu suave, seguido por um demorado trago no cigarro. E na tevê postada em um suporte no canto do bar, os Knicks entravam em quadra. Era um jogo decisivo, poderia levar seu time à tão sonhada decisão se passasse pelo Suns. Ele ficou tão preso ao jogo que pouco reparou (e foi o único no recinto que fizera isso) na loira de quase dois metros que adentrou no bar, trajando um tomara-que-caia preto. Mas essa não tirava os olhos dele, e com um gesto chamou o atendente do bar; este, após atendê-la, voltou ao balcão e sussurrou no ouvido de T:- Amigo, desculpe atrapalhar, mas creio que seja por um ótimo motivo, aquela loira maravilhosa que está sentada ali no canto, pediu que lhe entregasse este bilhete. Ele pegou o bilhete, e apenas sorriu discretamente. Tomou o resto do uísque que havia em seu copo, e o abriu. Dessa vez o gole pareceu travar na garganta tamanha a surpresa da mensagem. Em escrita bem consolidada apenas três letras recheavam o pequeno papel: SIM. T. virou-se para a mulher, e ela retribuiu com um largo sorriso. Intrigado, levantou e foi em sua direção, mas fora atrapalhado por alguns jovens que se amontoavam para ver o jogo. E nesse piscar de olhos a perdeu de vista. Olhou apressadamente por toda a parte, e mesmo os olhos treinados de um assassino frio e cruel não puderam localizá-la. Ela havia partido, e agora ele não estava delirando, se é que em algum momento estivera. O pequeno bilhete ainda estava em sua mão. Sentiu-se parte de uma brincadeira piegas, ou será... Será que alguém notou o seu pequeno serviço noturno? Estava confuso. E aquela situação atiçou seu nervosismo de tal modo, que fora meio que “sem prestar atenção em nada” para o banheiro. (Mantenha o controle. Mantenha o controle. Ninguém pode detê-lo. Você é o melhor no que faz. O melhor!) O pequeno banheiro do Massive’s Night, não era diferente dos banheiros de bares de qualquer subúrbio. A luz fosca amarelada dava um ar ainda mais sujo ao lugar, o cheiro de urina velha, misturada com um desinfetante barato qualquer, ardia nas narinas de qualquer um que ali adentrasse. Abriu sua calça e aliviou-se naquele mictório mal-cheiroso. Antes de lavar as mãos, retirou algumas folhas de papel toalha para cobrir sua mão. Não queria se contaminar com bactérias vindas de “paus sebosos”. Abriu a torneira e encheu as mãos, lavando em seguida o rosto, repetiu isso por duas vezes, e com os olhos fechados tateou o porta-toalhas. Enxugou o rosto com o papel, e quando abriu os olhos não viu apenas sua imagem. Além do seu reflexo, havia no espelho, escrito a dedo no vidro pouco embaçado, a palavra SIM. Passou as mãos sob a cabeça raspada, para enxugar as pequenas gotas repousadas, meteu a trava na porta e sacou sua pistola, antes de conferir se havia mais alguém ali. (Vocês não vão me pegar! Não vão! Estouro seus miolos antes que respirem, antes mesmo que possam piscar) Guardou sua arma novamente e saiu do banheiro. Desconfiando de todos que ali estavam, pagou sua conta, deu uma pequena conferida no jogo e saiu apressadamente. Sua cabeça estava a mil com tudo aquilo, e ele só queria ir para casa. Em sua mente uma voz estranha começou a sussurrar: SIM! SIM! SIM! SIM! Ele, no desespero, começou a andar mais e mais rápido, e aquela voz martelava em sua mente, em um ritmo cada vez maior. Ao passar em frente a uma loja de eletrônicos, teve a impressão de ver em todas as telas a mesma mensagem. Com o susto atravessou a avenida, e distraído não percebeu o Maverick azul que dobrara a esquina em alta velocidade, seu corpo fora atirado com brutalidade e seu sangue coloria de vermelho a calçada cinzenta. Estava consciente e sentia que não ia escapar com vida dali, pensou na ironia do destino, morrer de uma forma tão banal, pois, para um matador de aluguel como ele, morrer assim era quase uma humilhação. Quem o atropelou nem sequer parou para prestar socorro, e ele ficou ali, estirado por um longo tempo, sentindo a morte chegar lentamente. Tempo suficiente para ver sua vida passar como um filme, desde a infância até aquela noite, quando após subornar o zelador do hotel, entrou no quarto 105, e encontrou seu alvo completamente distraído na banheira, ele aguardava sua acompanhante. Mas mal sabia que essa, além de não aparecer havia lhe entregado para seu executor.- Serviço de quarto... – disse T. apontando a arma para Baley- Q-Quem é você?- Você deixou alguém muito, mas muito aborrecido garoto.- Mas..- CALE A BOCA! CALE A MALDITA A BOCA, OK? (silêncio)- Isso, assim está bem melhor rapaz. Agora onde eu estava? Ah sim! Você deixou alguém muito aborrecido, e essa pessoa me pediu que viesse dizer isso a você. Mas, sabe como é, não sou muito bom com as palavras.- Na-Não pelo amor de d...- CALE-SE! – enfiando a arma na boca do rapaz – Não sou bom com as palavras, e vou resolver do meu jeito. Vou mandar você para o inferno. Quando chegar lá, pergunte ao diabo se tem um lugar para mim... Nas ruas, as pessoas começavam a chegar aos montes, gritando, se abraçando. Os fogos coloriam o céu. O Knicks havia vencido. Mas para T. isso não faria diferença... Era o fim da linha para ele. E a mensagem tão repetida naquela noite agora fazia sentido.

A Condessa Sangrenta
Erzsébet Báthory ou Elizabeth Bathory foi a condessa que torturou e assassinou várias jovens e, por causa disso ficou conhecida como um dos "verdadeiros" vampiros da história. Embora citada freqüentemente como húngara, devido em grade parte ao deslocamento da fronteira do Império Húngaro, ela era na realidade mais intimamente associada com o que é hoje a República Eslovaca. A maior parte de sua vida adulta foi passada no Castelo Cachtice, perto da cidade de Vishine, a nordeste do que é hoje Bratislava, onde a Áustria, Hungria e a Eslováquia se juntam. (O Castelo foi erroneamente citado por Raymond T.McNally como situado na Transilvânia). Bathory cresceu numa era em que a maior parte da Hungria tinha sido conquistados pelas forças turcas do Império Otomano, sendo campo de batalha entre exércitos da Turquia e Áustria(Habsburgo). A área também ficou dividida por diferenças religiosas. A família de Bathory se juntou à nova onda de protestantismo que fazia oposição ao catolicismo romano tradicional. Foi criada na propriedade da família Bathory, em Ecsed, na Transilvânia. Quando criança era sujeita a doenças repentinas, acompanhadas de intenso rancor e comportamento incontrolável. Em 1571, seu primo Stephen tornou-se príncipe da Transilvânia e mais tarde, na mesma década ascendeu ao trono da Polônia. Foi um dos regentes mais competentes da sua época, embora seus planos para a unificação da Europa contra os turcos fossem frustrados em virtude dos esforços necessários para combater Ivan, o Terrível, que cobiçava o território de Stephen. Em 1574, Elizabeth engravidou como resultado de um breve affair com um camponês. Quando sua condição se tornou visível, foi escondida até a chegada do bebê, porque estava noiva do Conde Ferenc Nadasdy. O casamento ocorreu em maio de 1575. O Conde Nadasdy era soldado e ficava fora de casa, freqüentemente, por longos períodos. Nesse meio tempo, Elizabeth assumia seus deveres de cuidar dos assuntos do Castelo Sarvar, de propriedade da família Nadasdy. Foi aí que sua carreira maligna realmente começou - com o disciplinamento de um grande contingente de empregados, principalmente mulheres jovens. Num período em que o comportamento cruel e arbitrário dos que mantinham o poder para com os criados era uma coisa comum, o nível de crueldade de Elizabeth era notório. Ela não apenas punia os que infringiam seus regulamentos, como também encontrava desculpas para infligir punições e se deleitava na tortura e na morte de suas vítimas muito além do que seus contemporâneos poderiam aceitar. Enfiava pinos em vários pontos sensíveis do corpo, como, por exemplo, embaixo das unhas. No inverno executava suas vítimas fazendo-as se despir e andar na neve, despejando água gelada nelas até o congelamento do corpo. O marido de Elizabeth se juntava a ela nesse tipo de comportamento sádico e até ensinou-lhe algumas modalidades de punição. Mostrou-lhe, por exemplo, uma variação desses exercícios de congelamento para o verão: despia uma mulher e a cobria de mel, deixando-a a mercê dos insetos. Ele morreu em 1604 e Elizabeth mudou-se para Viena após o seu enterro. Passou também algum tempo em sua propriedade de Beckov e no solar de Cachtice, ambos localizados onde é hoje a Eslováquia. Esses foram os cenários de seus atos mais famosos e depravados. Nos anos que se seguiram após a morte do marido, a companheira de Elizabeth no crime foi uma mulher de nome Anna Darvulia, de quem pouco se sabe. Quando a saúde de Darvulia piorou em 1609, Elizabeth se voltou para Erzsi Majorova, viúva de fazendeiro local, seu inquilino. Majorova parece ter sido a responsável pelo declínio final de Elizabeth, ao encorajá-la a incluir algumas mulheres de estirpe nobre entre suas vítimas. Em virtude de estar tendo dificuldades para arregimentar mais jovens como servas à medida que os rumores sobre suas atividades se espalhavam pelas redondezas, Elizabeth seguiu os conselhos de Majorova. Em algum período de 1609, ela matou uma jovem nobre e encobriu o fato dizendo que fora suicídio. Já no início do verão de 1610, investigações iniciais em torno dos crimes cometidos por Elizabeth tinham começado. A base das investigações era política, a despeito do número crescente de vítimas. A coroa esperava confiscar o latifúndio de Elizabeth e deixar de pagar a alto empréstimo que seu marido tinha feito ao rei. Com isso em mente, Elizabeth foi presa no dia 26 de dezembro de 1610. Elizabeth foi julgada alguns dias depois. O julgamento foi conduzido pelo Conde Thurzo, como agente do rei. Conforme registro, o julgamento (acertadamente caracterizada como uma farsa pelo biógrafo de Bathory, Raymond T.McNally) foi iniciado não apenas para se obter uma condenação, mas também para confiscar suas terras. Uma semana após o primeiro julgamento, foi realizada uma segunda sessão, em 7 de janeiro de 1611. Neste, uma agenda encontrada nos aposentos de Elizabeth foi apresentada como prova. Continha nomes de 650 vítimas, todos registrados com a letra de Elizabeth. Seus cúmplices foram condenados à morte, sendo a forma de execução determinada por seus papéis nas torturas. Elizabeth foi condenada à prisão perpétua, em solitária. Foi colocada num aposento do castelo de Cachtice, sem portas ou janelas, apenas uma pequena abertura para a passagem de ar e de alimentos, lá permanecendo pelos três anos seguintes até sua morte em 21 de agosto de 1614. Foi sepultada nas terras de Bathory, em Ecsed. Além de sua reputação como assassina sádica com mais de 600 vítimas, foi acusada de ser uma lobisomem (werewolf, no original, não tem gênero) e vampira. Durante seus julgamentos, testemunhas afirmaram que em várias ocasiões ela mordia o corpo das meninas durante suas torturas. Essas acusações se tornaram a base para suas conexões com o "lobisomenismo". As ligações entre Elizabeth e o vampirismo são um tanto mais tênues. Naturalmente, havia uma crença popular nas terras eslavas de que os lobisomens em vida se tornavam vampiros após a morte, mas essa não foi a acusação feita a Elizabeth. Ao contrário, ela foi acusada de drenar o sangue de suas vítimas e de banhar-se nesse sangue para reter sua juventude. Por todos os parâmetros, Elizabeth era uma mulher muito atraente.

3 Almas Que Morreram Por Amor
Muitas pessoas conhecem as diversas versões da famosa Oração das Três Almas que Morreram por Amor, com o objetivo de trazer-lhes seus amados de volta. A versão mais conhecida é esta:“Oração das três almas”"As três almas que morreram por amor, as três almas que morreram afogadas, as três almas que morreram enforcadas: Juntem-se às três mais, seis vãos no coração de fulano e deem três apertos, três beliscões e três badaladas. Se ele estiver dormindo, que não durma. Se ele estiver amando outra, que não ame. Se ele estiver bebendo, que não beba. Se ele estiver comendo, que não coma. Se ele estiver trabalhando, que não consiga trabalhar. Abra a porta e faça com que fulano não tenha sossego no coração enquanto não voltar para mim". Bata o pé esquerdo três vezes seguidas, sempre no mesmo horário e com firmeza!" Mas, poucas pessoas conhecem a lenda que gerou esta reza: Na Idade Média, Dioclécia foi obrigada, pela sua família, a ficar noiva de Henrique, um fazendeiro rico da região que era perdidamente apaixonado por ela. O problema é que a moça tinha um romance, às escondidas, com Ricardo que era um pobre lavrador. No dia do casamento, antes de dizer o "sim" no altar, Dioclécia saiu correndo da igreja em direção a um rio. Deste jeito, Henrique correu atrás dela. Ricardo, que estava na vila, vendo aquela confusão, seguiu os dois. A jovem, desesperada, se jogou neste rio. Desta maneira, Henrique, que não sabia nadar, se jogou nas águas com o objetivo de salvar a noiva. Ricardo, que viu tudo, também entrou no rio para salvar a amada. Mas, tudo foi em vão. Pois, os três morreram afogados por amor. Quando chegaram ao Paraíso, São Pedro disse-lhes:- Vocês três não poderão entrar no céu. Porém, com certeza o demônio não aceitará vocês no Inferno. Portanto, terão que ficar no Purgatório, com uma missão especial:- Como morreram por amor, seus espíritos terão a permissão de rondar a Terra com o objeto de ajudar as pessoas que sofrem por causa de um romance. Assim, que vocês ajudarem os seres apaixonados de forma suficiente, terão a permissão de entrar no Paraíso.- Para isto, o anjo do Amor Romântico jogará um papiro de papel com uma oração para que os humanos invoquem as suas almas. Toda a vez que vocês escutarem esta prece, deverão ajudá-los no amor.- Porém, vocês não trabalharão sozinhos. Pois, terão a ajuda de outras três almas que morreram enforcadas por amor, e, também de mais três mestres invisíveis que faleceram por causa de um romance há mil anos. Também na Idade Média, existia numa vila, uma mulher chamada Sabrina, que se casou, por imposição da família, com Eduardo, que era apaixonado por ela. Porém, esta senhora teve um amor na adolescência: Juarez, um caixeiro ambulante, que foi embora da sua aldeia com menos de um mês de relacionamento. O problema é que depois de um ano de casamento, Juarez voltou a sua vila. Logo, os dois passaram a se encontrar, às escondidas, na floresta. Mas, Eduardo, achando que sua esposa estava muito estranha, mentiu que ia trabalhar, para segui-la. Desta maneira, ele acompanhou os passos da companheira e pegou Sabrina com seu amante na floresta. Sem pensar, Eduardo, contou tudo para a Inquisição, que resolveu enforcar a mulher em praça pública. Desta maneira, Sabrina foi morta. Porém, Eduardo se arrependeu da denúncia que fez à Inquisição e se enforcou na frente de todos. Logo, Juarez ao ver que sua amada tinha sido executada por causa da sua paixão proibida, também resolveu se enforcar na frente de todos. Quando chegaram ao Paraíso, São Pedro explicou-lhes:- Vocês três não poderão entrar no céu, pois Sabrina foi adúltera e os outros dois se suicidaram. Portanto, terão que ficar no Purgatório, com uma missão especial:- Como, de certa forma, vocês morreram por paixão, seus espíritos terão a permissão de rondar a Terra com o objetivo de ajudar as pessoas que sofrem por causa de um romance. Assim, que vocês auxiliarem as criaturas apaixonadas de maneira suficiente, terão a permissão de entrar no Paraíso.- Para isto, o anjo do Amor Romântico jogará um papiro de papel com uma oração para que os humanos invoquem as suas almas. Toda a vez que vocês escutarem esta prece, deverão ajudá-los no amor.- Porém, vocês não trabalharão sozinhos, pois terão a ajuda de três almas que faleceram afogadas: Dioclécia, Henrique e Ricardo, e, também de três mestres invisíveis que morreram por causa de amor. Após estas palavras, São Pedro fez as apresentações. Por causa disto tudo, até hoje as almas de: Sabrina, Eduardo, Juarez, Dioclécia, Henrique e Ricardo trabalham juntas quando são invocadas através da oração chamada: Três Almas que Morreram por Amor. Reza a lenda que devemos fazer esta prece quando queremos que o nossos amados voltem para nossos braços.

7 Dias
Eu vou contar uma história totalmente verdadeira: Um dia eu estava dormindo em minha casa e era 00:00 da madrugada, Quando sem mais nem menos eu acordei e fui olhar para a janela e ali estava uma mulher toda sangrenta falando: Daqui a sete dias uma amiga sua irá morrer. E eu pensando que era um pesadelo fui direto pra cama e me escondi de baixo das cobertas. Depois de sete dias daquele acontecimento minha melhor amiga morreu em minhas mãos, e até hoje ela anda me perturbando.
 


9 Lendas Urbanas Macabras
1-BONECO DO FOFÃO SATÂNICO A lenda: Boneco do Fofão. Um clássico. Diziam por aí que o simpático boneco tinha sido obra de um trabalho de magia negra e quem abrisse sua barriga encontraria uma faca negra. A história tomava contornos de realidade quando, apalpando a barriga você realmente sentia algo pontudo. Para piorar a roupa do Fofão era idêntica a do brinquedo assassino Chucky. A Verdade: Imagino quantos bonecos do Fofão foram estripados para que se confirmasse a lenda ou não. No meu caso, abrimos uma vez um deles, e para nossa surpresa REALMENTE existia a tal faca! Era na verdade a coluna vertebral do boneco que o mantinha firme quando sentado, mas raios! Realmente parecia uma faca! A lenda foi desmascarada, mas o pobre Fofão nunca mais se sentou direito. 2-PALAVRAS DEMONÍACAS NAS MÚSICAS DA XUXA A Lenda: A velha história das mensagens subliminares em músicas para crianças. Pessoas afirmavam categoricamente que se você ouvisse determinadas faixas do LP da Xuxa ao contrário mensagens ao diabo poderiam ser ouvidas. E assim milhares de baixinhos no Brasil estragaram os toca-discos dos pais girando o prato ao contrário tentado ouvir alguma coisa. Alguns juravam que ouviam. A Verdade: Claro que a possibilidade de ouvir “Satã é Rei” num disco da Xuxa tocado ao contrário é a mesma de ouvir “Fora Sarney”. As pessoas ficam tão paranóicas que acabam combinando sons e identificando mensagens que não existem. Como li outro dia: “Não são mensagens satânicas em músicas tocadas ao contrário que me preocupam, e sim Michael Bolton tocado corretamente” 3-BRINCADEIRA DO COPO A Lenda: A tábua de Ou-ija é um brinquedo muito comum nos Estados Unidos, uma tábua de madeira para a comunicação com os mortos. Então todos os participantes colocavam os dedos em um disco com uma seta indica letra por letra as mensagens do além. No Brasil, o brinquedo nunca chegou, mas sua variante. A famosa “brincadeira do copo” improvisado com um copo de geléia (apesar de dizerem que deveria ser virgem) e uma cartolina com o alfabeto desenhado, além das palavras “sim” “não” e “adeus”. Já vi crianças ficarem presas na brincadeira por um espírito teimoso que se recusava a dizer adeus. A Verdade: Vamos admitir, sempre alguém mexia o copo com o dedo. Eu mesmo sempre inventava um espírito qualquer para colocar medo em meus amigos. Uma vez, perguntamos “quem está aí?” O copo começou a descrever seu movimento soletrando “G-A-L-C...” Olhei para meus colegas e falei: “Gente, a Gal Costa está viva, tá bom?” O copo parou misteriosamente por um tempo e depois continuou timidamente terminando a palavra “Galcaia” que seria supostamente uma índia fantasma. Foi tanta risada que ninguém nunca mais acreditou na brincadeira. 4-BALAS SOFT MORTAIS A Lenda: Não tem pra 38, 45 ou 9mm, as balas mais mortais já inventadas eram as Soft. Elas eram deliciosas, mas tinham um terrível efeito colateral: as crianças se engasgavam e morriam. Aparentemente, a fábrica da Soft criou um produto para chacinar centenas de crianças brasileiras por algum motivo não bem explicado. Uma verdadeira arma de destruição em massa. A Verdade: Nunca conheci ninguém que morreu engasgado com balas Soft, acho que ninguém conhece. Realmente depois de alguns minutos elas se tornavam perigosamente lisas e podiam realmente ser engolidas. Eu mesmo engoli algumas. Talvez o medo dos pais imaginando um possível acidente tenha causado essa lenda trash 80s. 5-BONECA ASSASSINA DA XUXA A Lenda: Mais um boato envolvendo a Rainha dos Baixinhos. Nos anos 80 ficou famosa a história de uma boneca da Xuxa que ganhou vida durante a madrugada, pegou uma faca e matou uma criança. O caso ganhou as páginas de jornais e revistas sensacionalistas e ganhou muitas e muitas versões diferentes, algumas dizem que a boneca estrangulava as crianças. A Verdade: É claro que, por ser uma figura de referência para as crianças, a Xuxa acabou virando tema de histórias assim. A apresentadora pode ter feito muitas coisas bizarras na vida, mas um pacto com o Demo é um pouco de exagero. O mais provável é que tenha sido um hoax evangélico criado por algum pastor maluco por atenção, fiéis e, naturalmente, dinheiro. 6-PIRULITO QUE DÁ CÂNCER A Lenda: Era um pirulito azul que coloria a língua. Não tinha gosto de nada, não era de sabor nenhum e ainda enchia sua boca de anilina. Se essa descrição já é suficiente para você achar a tal guloseima idiota, ainda tinha um plus. O uso prolongado do doce causava um devastador câncer de língua e já vitimara crianças em todo o mundo. Uma metástase de sabor. A Verdade: O pirulito não causava câncer. No máximo você acabaria parecido com um cachorro Chow Chow com uma ridícula língua azul. O problema é que o doce era uma mania tão grande entre as crianças que mais uma vez a culpa pode ser de alguns pais preocupados. "O menino está gastando muito dinheiro com esse pirulito, não almoça e está o dia todo com a língua azul. O que fazer? Vamos dizer que ele está com câncer!" Psicologia infantil. 7-PISCINA DE BOLAS CHEIA DE FUCKIN' SNAKES A Lenda: Essa é de matar de medo qualquer pequeno Indiana Jones. A história diz que em uma piscina de bolas do McDonalds em um Shopping, várias crianças haviam sido mordidas por cobras que entraram e se esconderam dentro do brinquedo, fazendo um ninho. Essa história, já da época da internet correu o mundo. A Verdade: Essa é uma dessas histórias que aconteceram com a filha da amiga do primo da tia da namorada do irmão da avó de uma pessoa que já trabalhou no shopping. A possibilidade de uma cobra driblar os seguranças, passar pelas lojas disfarçada de cinto e entrar dentro de uma piscina de bolinhas da lanchonete (pelo escorregador?) é tão absurda que é incrível que alguém acredite nela. Mais provável que seja uma das minhocas que a lanchonete usa pra fazer seus bifes de hambúrguer. 8-QUADRO DA CRIANÇA QUE CHORA A Lenda: Esse não é um brinquedo, ou brincadeira, mas entra na lista pelo alto grau de bizarrice. Trata-se de um quadro, muito popular na decoração de casas de classe média, que possui uma história sinistra e mete medo em muitas e muitas crianças Dizem que se você virar o quadro de cabeça para baixo, ou mesmo de lado, é possível enxergar a verdadeira imagem que o pintor, num pacto com o tinhoso reproduziu. Uma criança em prantos sendo devorada por um demônio. A Verdade: Como no caso das músicas de trás pra frente, é muito improvável que isso seja um demônio devorando a criança. Por outro lado nem precisaria. Que maluco desenha um quadro escuro de uma criança chorando? E convenhamos, quem compra e coloca pra decorar o quarto do filho? Nem precisa de pacto com o Demo, isso já é macabro o suficiente pra mim. 9- BALAS COM COCAÍNA A Lenda: Bala na agulha! Dizia a lenda que alguns vendedores de balas em porta de escola colocavam cocaína nas balas para viciar os pimpolhos que sempre voltavam para querer mais guloseimas. Como se fosse necessário. Este método, além de criar filas intermináveis de crianças trincadas, deveria transformar a hora do recreio em uma verdadeira panela de pressão comparável a um pátio de presídio. A Verdade: A verdade é que a lenda não é lenda. Realmente aconteceu nos anos 90. Em algumas embalagens de balas Van Melle (que fabrica a Mentos, entre outros) foi encontrada uma pequena quantidade de cocaína pura injetada com seringas. As balas exibiam o furo feito com uma agulha. Dois anos após a prisão do camelô que as vendeu, as balas cocainadas apareceram no RJ e também em Juiz de fora, MG e no dia seguinte em diversos outros estados. A polícia levantou a hipótese de chantagem industrial, a empresa não soube lidar bem com a crise e amargou uma temporada de prejuízo fechando suas portas no Brasil.
 
 
 

A Aposta (Verídica)
Eu e uma amiga moramos perto de um mini-teatro que os moradores do bairro chamam de mal assombrado, uma noite fizemos uma aposta de quem teria coragem de entrar no teatro sozinha à meia noite. Letícia disse que iria, fomos até lá e acompanhamos Letícia até a porta, uns 5 minutos após ela ter entrado começamos a ouvir gritos de socorro e achamos que tudo não passava de uma brincadeirinha da Letícia que era considerada a mais corajosa do grupo, logo após os gritos terem terminado Letícia saiu muito estranha, e enquanto voltávamos pra casa percebemos que o nariz de Letícia sangrava muito, e quanto mais ela limpava mais sangrava, ela estava muito estranha e séria coisa que ela não era... Deixamos ela em casa e no dia seguinte quando passamos em sua casa para irmos à escola encontramos sua mãe que chorando nos contou que na noite passada Letícia tinha tentado matá-la e por isso tinha sido internada em um hospício... Ficamos muito abalados e até hoje visitamos Letícia no Hospício, onde ela permanece mesmo tendo se passado 4 anos da tal aposta!
 
A Armadilha da Morte
na antiga alemanha,tres amigos fizeram um pacto contra a morte. juraram ficar sempre juntos,proteger um ao outro e matar a morte quando ela vim.no meio de uma viagem,encontraram um mendigo que lhes disse-que deus os proteja.em vez de agradecerem a bençao do velho,lhe falou-seu sortudo, como conseguiu viver tanto. o velho repondeu-foi por que nunca encontrei ninguem que quisesse trocar sua juventuda pela minha velhice.seu velho mentiroso, aposto que voce e amigo da morte, nos fale onde que ela esta para derrotarmos ela.se voces querem tanto saber onde se encontra a morte,vao pra baixo daquela figueira e esperam a morte. entao debaixo da figueira estava um bau repleto de moedas.eles estavam com fome,e o mais novo se propos a ir buscar o almoço deles enquanto os outros robavam toda sua parte do tesoro.o mais novo ia voltando pensou:eu posso ficar com todo o ouro do bau mas primeiro tenho que me livrar dos meus amigos.entao passou na farmacia e comprou um veneno fortissimo e colocou no vinho.enquanto os outros iam tramando de matalo quando chegasse. quando ele chegou o mataram e para comemora beberam o vinho envenenado e morreram tambem, e a morte saiu vencedora levando 3 jovens de uma so vez.dizem que o bau ainda esta aos pes da figueira,e dizem que os 3 jovens assombram as figueiras da alemanha e da italia.